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quarta-feira, dezembro 01, 2010

Como vivem os animais no deserto?

Na região central do deserto do Saara, o maior do mundo, já foram descritas 70 espécies de mamíferos, 90 de pássaros residentes (excluindo os migratórios) e por volta de 100 de répteis, entre outros animais. Essa bicharada enfrenta, além da falta de água e do clima extremamente seco, grandes oscilações de temperatura ao longo do dia. Pela manhã e à tarde, faz um calor de rachar - mais de 50 graus nos meses mais quentes -, enquanto à noite o frio é tão intenso que a temperatura pode cair abaixo de zero. Esse rigor climático obriga os animais a adotar curiosas estratégias de sobrevivência. Muitos deles, como cobras, raposas e roedores, só deixam sua casa à noite, quando o calor dá um tempo.
Lei seca
Narinas, olhos e até orelhas dos animais do deserto são adaptados para sobreviver ao clima inóspito

DROMEDÁRIO

NOME CIENTÍFICO - Camelus dromedarius

TAMANHO - 2 m e 690 kg

ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA - Este parente do camelo fica até 17 dias sem beber e comer, mas, quando acha uma fonte de água, engole 100 litros em 10 minutos! Uma fileira extra de cílios protege os olhos e a musculatura das narinas permite que ele barre a entrada de areia. A corcova e as patas são adaptadas ao deserto.

ADAX

NOME CIENTÍFICO - Addax nasomaculatus

TAMANHO - 1,7 m e 92 kg

ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA - Este grande antílope, maior animal nativo do Saara, pode passar meses na seca. Herbívoro, ele come gramíneas, de onde retira a água de que necessita. Vive em bandos de 5 a 20 animais e tem hábitos noturnos ou crepusculares. De dia, protege-se do calor descansando em covas escavadas na areia

VÍBORA CHIFRUDA

NOME CIENTÍFICO - Cerastes cerastes

TAMANHO - 30 a 60 cm

ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA - Quando a cobra se enterra, apenas os dois chifres ficam à mostra. Bichos incautos pensam que os chifres são comida e se aproximam, tornando-se presas fáceis para o bote. A chifruda também é uma das serpentes mais flexíveis do planeta e adota uma forma peculiar de locomoção.

FENECO

NOME CIENTÍFICO - Vulpes zerda

TAMANHO - 30 cm e 1,5 kg

ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA - Menor membro da família dos canídeos, o feneco praticamente não precisa beber água, pois a extrai de suas presas ou da vegetação. As orelhas grandes (1/4 de seu tamanho) ajudam a dissipar o calor e ajudam a achar suas presas (jerboa, insetos e pássaros) escondidas sob a areia

por Yuri Vasconcelos

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