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domingo, novembro 28, 2010

Como trabalhar textos informativos ?

Esse trabalho requer paciência e planejamento, o que se espera não é estudar apenas o conteúdo, mas sim desenvolver o comportamento leitor em textos informativos dos alunos de quarta série do ensino fundamental .
O conteúdo a ser trabalhado é o seguinte:

§  Comportamento leitor para textos informativos
§  Leitura com antecipação do que vem depois validando ou desconsiderando
§  Selecionar as informações do texto
§  Compartilhar leitura com professor e colegas
§  Utilização de leitura cuidadosa e pausada adequada para o estudo
§  Confrontação entre interpretações buscando pistas no contexto
§  Relacionamento entre as ideias expressadas em várias partes do texto
§  Avançar a despeito da dificuldade
§  Buscar pistas sobre significado das palavras no contexto ou relacionando com o que já conhece.
§  Registrar para poder entender
§  Voltar a ler o texto mais rapidamente pulando o que não interessa para buscar alguma informação específica

Leitura de texto

Distribuir o texto digitado  pela professora e pedir para cada aluno fazer a leitura silenciosa.
Terminada a leitura a professora perguntará para a classe: Que tipo de texto é esse? Trata de que assunto?
Espera-se nessa etapa que os alunos demonstrem seus conhecimentos prévios sobre esse gênero de texto e antecipem suas hipóteses sobre o que ele está comunicando.


Buscar informações no texto, grifar e listar.

Em seguida a professora fará a leitura, compartilhada do mesmo texto e propõe que os alunos façam em dupla um levantamento dos tópicos que eles considerem mais importante, grifem e registrem no caderno três tópicos. Pedirá que cada dupla leia em voz alta  um tópico grifado  que deverá ser registrado na lousa em uma listagem cujo propósito é orientar o aluno a uma leitura cuidadosa voltada a buscar nos fragmentos anteriores do texto o entendimento do que esta lendo, confrontar com o colega sua interpretação, e selecionar o que achou mais importante e justificar sua escolha, negociando a pertinência de sua opinião. Essas mesmas estratégias estarão em jogo no coletivo, quando da listagem na lousa dos tópicos das outras duplas.
A professora explicará para as crianças que essa listagem vai ser um registro do levantamento dos tópicos mais importantes que eles encontraram no texto e será usado como um dos recursos que vai ajudar na elaboração de uma ficha técnica mais tarde.


Checar informações

Será feita mais uma leitura do texto pela professora, dessa vez interrompendo em cada parágrafo até conseguir abarcar todas as informações que a classe considerar que completa os tópicos e para assegurar que todos foram contemplados.


OBS: Usar textos informativos sobre o Continente Africano.

Lago Victoria

Localiza-se na parte meridional da África, compondo também o chamado Complexo ou Sistema Great Rift Valley.
 O Lago Victoria é o maior dentre todos os lagos africanos. É o segundo Lago mais comprido do mundo. É o lago tropical maior do mundo.    
Sua extensão atinge 3 países: parte setentrional com a Uganda, parte meridional com a Tanzânia e o setor nordeste com o Quênia.    
Existem inúmeras cidades costeiras que circundam o Lago Victoria, tais como: Kisumu (Kenya), Entebe e Jinja (Uganda), Bukoba, Muwanza e Musoma (Tanzania).    
A área de superfície do Lago Victoria corresponde a 69481 Km². O Lago tem aproximadamente 400 km de comprimento e 240 km de largura.    
Sua profundidade máxima atinge 84 metros e a média, 40 metros, aproximadamente.    
Seu volume corresponde a 2750 Km³.    
Possui uma linha costeira medindo 3440 Km.
A altitude do Lago, em relação ao nível do mar, é de aproximadamente 1134 metros.    
O Lago Victoria possui um litoral irregular, com reentrâncias, possuindo muitas ilhas, tais como Ukerewe, Sesse, Ukara, Kome, Lolui and Mfanganu.
O Lago Victoria formou-se por meio de abalos sísmicos e vulcânicos que provocaram bruscas deslocações e decorrentes fendas na crosta da terra.

Lago Tanganyika

O Lago Tanganyika, localizado na parte meridional da África, também compõe o chamado Complexo ou Sistema Great Rift Valley.    
O Lago atinge os países da Tanzânia (à leste), Zaire (à oeste), Zâmbia (ao sul) e Burundi (à nordeste).    
Está a uma altitude aproximada de 700 metros acima do nível do mar.
O Lago Tanganyika é destacado por sua extraordinária extensão, de norte a sul, correspondente a mais ou menos 680 Km. Sendo o mais comprido do mundo.    
O tamanho de sua linha costeira é de 1900 Km.
É o 7° Lago mais largo no mundo, tendo em média 72 km de largura.    
É o 2° maior Lago da África, sendo o Lago Victoria o primeiro.    
Possui uma área de superfície aproximada de 33000 Km².
É o segundo Lago mais profundo do mundo, depois do Lago Baikal na Rússia, e o primeiro mais profundo da África, alcançando uma profundidade máxima correspondente a 1470 metros e uma média correspondente a 572 metros.
Tem 17800 Km³ de volume. 1/6 da água doce da Terra encontra-se somente nesse Lago.    
Sua origem é muito antiga entre 7 a 12 milhões de anos, competindo apenas com o Lago Baikal na Rússia

A Geografia do Continente Africano

A África é um grande continente, com pouco mais de 30 milhões de quilômetros quadrados. É cercado pelo oceano Atlântico no oeste e Índico no leste, também é banhada pelos mares Mediterrâneo no norte e o mar Vermelho no nordeste.
É o único continente do mundo cortado por três importantes paralelos, o Equador e os trópicos de Câncer e de Capricórnio, apresentando grande diversidade climática e botânica. Seu extenso litoral, com mais de 27 mil quilômetros, é muito regular, com poucos recortes e ilhas.
A base geológica do relevo africano é muito antiga, o que explica as pequenas altitudes, é um dos mais baixos continentes do mundo, com uma altitude média de cerca de 350 metros. Predominam os planaltos. A hidrografia do continente é pobre, devido à presença de extensas áreas com climas áridos e semi-áridos. Destacam-se poucos rios de grandes extensões, dentre eles o Nilo é o mais importante, há numerosos rios temporários nas regiões áridas.
O clima do continente é bem diversificado e é determinado principalmente pelas baixas altitudes e pela predominância de baixas latitudes, as médias térmicas mantêm-se elevadas durante todo o ano, exceto nos extremos norte e sul, e nos picos das mais elevadas montanhas. Algumas correntes marítimas interferem no clima das áreas litorâneas.
Costuma-se dizer que a vegetação africana é um espelho do clima, já que as paisagens organizam-se e distribuem-se pelo espaço geográfico de forma muito parecida com os tipos climáticos. Partindo do Equador, encontramos a floresta equatorial, que ocupa a parte central do continente, é uma formação densa e diversificada, sempre verde, semelhante à Amazônia brasileira. Em seguida, vêm as savanas, compostas por arbustos e árvores de pequeno porte, as estepes ficam entre savanas e os desertos, são constituídas essencialmente por gramíneas e arbustos ressecados. Nos desertos, pode haver oásis onde se desenvolvem palmáceas, arbustos e gramíneas, e por último nos extremos do continente, há maquis e garrigues, são formadas por plantas xerófilas, gramíneas e arbustos.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Imagens de Máscaras Africanas

Arte da África


A arte africana representa os usos e costumes das tribos africanas. O objeto de arte é funcional e expressam muita sensibilidade. Nas pinturas, assim como nas esculturas, a presença da figura humana identifica a preocupação com os valores étnicos, morais e religiosos. A escultura foi uma forma de arte muito utilizada pelos artistas africanos usando-se o ouro,bronze e marfim como matéria prima. Representando um disfarce para a incorporação dos espíritos e a possibilidade de adquirir forças mágicas, as máscaras têm um significado místico e importante na arte africana sendo usadas nos rituais e funerais . As máscaras são confeccionadas em barro, marfim, metais, mas o material mais utilizado é a madeira. Para estabelecer a purificação e a ligação com a entidade sagrada, são modeladas em segredo na selva.Visitando os museus da Europa Ocidental é possível conhecer o maior acervo da arte antiga africana no mundo.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Trabalhando com máscaras africanas

Com a minha turma fiz um breve relato sobre as máscaras e suas funções na sociedade. O enfoque maior foi para as máscaras africanas.
Discutimos sobre as máscaras no teatro, no Carnaval e nas tribos africanas, identificando funções diversificadas.
Abordamos a questão da máscara na Arte africana e observamos vários estilos diferentes.
As crianças fizeram várias pesquisas e trouxeram para a classe para a socialização.
A partir de todas as pesquisas a crianças começaram a fazer leituras pessoais sobre as máscaras africanas através de desenhos. Foram criando baseadas nos estilos pesquisados.
A seguir começaram a confeccionar as máscaras desenhadas em papel micro-ondulado colorido, usando acessórios como penas, metais e enfeites.
Para o  produto final, foram criados barners com as máscaras confeccionadas.

As Máscaras Africanas

A função dos rituais nas sociedades
Os rituais são elementos fundamentais da cultura humana. Aparecem em absolutamente todas as sociedades da terra. Em algumas, seus integrantes, por vezes, não se dão conta de sua participação nos rituais (como a nossa sociedade ocidental). Em outras, todos os atos diários e cotidianos estão ligados aos aspectos religiosos e ritualísticos.
Os rituais são caracterizados por um conjunto de procedimentos práticos cuja função é marcar determinado acontecimento ou materializar o sagrado. Podem estar também ligados à evocação de eventos mitológicos por meio de uma liturgia. Aos condutores dos ritos normalmente lhes são atribuídos poder e prestígio.


O uso das máscaras

A utilização de máscaras em cerimoniais é prática comum há milhares de anos. As máscaras são de fundamental importância nos rituais, sejam de iniciação, de passagem, ou de evocação de entidades espirituais. As máscaras apresentam-se, também, como elementos de afirmação étnica, expondo características particulares de cada grupo. Assim, existe uma enorme diversidade de formas, modelos, técnicas de confecção e aplicações.

Normalmente, a máscara é apenas um dos elementos utilizados nas cerimônias e rituais, havendo a combinação com outras manifestações, como dança, música e instrumentos musicais. Aparece ainda o uso de máscaras associado a objetos de cunho animatista, como amuletos. As máscaras são empregadas, basicamente, em eventos sociais e religiosos.

Na África, o artífice, antes de começar a esculpir uma máscara, passa por um processo de purificação, com reza aos espíritos ancestrais e às forças divinas. Tal prática faria com que a força divina fosse transferida para a máscara durante o processo de manufatura.
Por Rodrigo Aguiar
(Caminhos Ancestrais)

segunda-feira, novembro 22, 2010

Bonecos Afros

Bibliografia - Krokô e a Galinhola

Krokô e a galinhola
Um conto africano por Maté
Autor: Maté
Editora: Brinque Book
Assunto: Literatura Infantil

SINOPSE
O dia acaba de amanhecer, e Galinhola já está ciscando à beira do rio Luvironza. Ela nem percebe que Krokô, um grande crocodilo esfomeado, está prestes a dar o bote. Será que Galinhola consegue escapar?

Bibliografia - Os caçadores de mel


Os caçadores de mel
Autor: Francesca Martim
Tradutor: Ana Maria Machado
Editora: Moderna
Assunto: Literatura infantil

SINOPSE
Conto tradicional africano, de um tempo em que todos os animais selvagens eram muito amigos. E todos gostavam muito de mel. Um dia seguiram o passarinho guia-mel que conhecia os melhores lugares onde se encontrava aquela doçura. Esta história mostra como os bichos, que nunca haviam discutido antes, começaram a brigar; e o papel do homem nessa cadeia ecológica.

Alguns relatos de alunos sobre os bonecos afros:

  • Luiz 4ª série.
   "Quando cheguei na minha escola encontrei meus amigos e comecei a conversar, quando bateu o sinal subimos no palco e cantamos a música do Lobisomem."
   "Entramos na sala e a professora leu os relatos dos bonecos, depois ela fez o sorteio e o Akin ficou comigo, fizemos atividades de Matemática e atividades de Ciências, bateu o sinal e fomos embora."
   "Quando cheguei em casa todos viram o Akin de novo, fomos almoçar e assistir TV. Logo após fomos ao shopping, voltei as 18:00 h e teve a festa de aniversário da minha bisavó. Quando acabou a festa fui para o meu quarto e li o livro para o Akin: "Os caçadores de mel", dormimos.
   "Foi muito legal ficar com o Akin, pena que foi só um dia."

  • Tamires 4ª série:
   "Quando chegue na escola os meninos tinham subido no palco para cantar a música do Lobisomem.
    Entramos na sala e a professora sorteou os bonecos e saiu o nº 30, fui buscar.
    No recreio eu brinquei com as minhas amigas, quando fui embora dei tchau para elas.
    Chegando em casa minha mãe falou:
    - A Kiara de novo!
    - Sim, mãe.
    Quando minha irmã chegou, ela ficou muito feliz de ver a Kiara de novo.
    Eu, a minha irmã e a Kiara assistimos Avatar, quando fui tomar banho, a Kiara ficou assistindo a nova temporada do "Jonas".
    Depois do banho fui brincar com a Kiara, fomos ao parque, voltamos as 16:32 h.
    Eu e a Kiara fomos brincar com minha cachorrinha que se chama Nina.
    Antes de dormir li a história para a Kiara: Krokô e a Galinhola".
    Beijos Kiara, obrigada pela sua presença!

  • A sala possui dois bonecos: a Kiara e o Akin, as meninas levam a boneca e os meninos o boneco.
  • Todo dia é lido o relatório que volta com as crianças.

domingo, novembro 21, 2010

Boneco Afro na classe

Um  trabalho muito bom para quebrar a barreira do preconceito racial é trabalhar com bonecos afros na sala de aula.
Esse trabalho é desenvolvido da seguinte forma:
·         Primeiro confecciona-se um boneco afro com a turma ou compre-se um. Existem bonecos de pano afros muito bonitos para comprar.
·         Junto com a turma escolher uma nacionalidade africana e um nome típico desse país para o boneco.
·         Usar um caderno de capa dura universitário para servir de diário do boneco, colocar no caderno o nome do boneco,nacionalidade, turma e professora.
·         Cada dia da semana um aluno leva o boneco para casa juntamente com o caderno e um livro infantil que aborde o tema África. Deve-se combinar com a classe a forma de sorteio do boneco.
·         A criança leva o boneco e terá que escrever no caderno um relato de como foi esse dia em casa com o boneco.
·         Pedir para a criança ler o livro antes de dormir ao boneco.
·         No dia seguinte a professora recolhe o boneco e o caderno e lê o relato da criança para a classe, nesse momento deve-se trabalhar o gênero textual: relato.
·         Sorteia-se novamente o boneco.
Espera-se com esse trabalho valorizar as diferenças raciais. Fazer com que as crianças afro -brasileiras se identifiquem com o boneco, sentindo-se valorizadas e as crianças brancas respeitem as diferenças raciais.

sábado, novembro 20, 2010

Tabela comparativa dos deuses da mitologia

Tabela Comparativa: Deuses Greco-Romanos e Africanos

Nome Romano
Nome Grego
 Nome Africano
Autoridade
Júpiter
Zeus
Oxalá
Deidade Principal
Netuno
Possêidon
Olokun
Mar, Água
Marte
Ares
Ogum
Guerra
Apolo
Apolo
Ifá
Sol, Profecia
Vulcano
Hefesto
Ogum
Trabalho do Metal
Mercúrio
Hermes
-
Comunicação, Comércio
Juno
Hera
Yemanjá
Rainha dos Deuses
Minerva
Atena
-
Ciência, Habilidades Manuais
Vênus
Afrodite
Oxum
Amor
Vesta
Héstia
Xangô
Fogo
Ceres
Deméter
Oko
Agricultura

Mitologia Africana

A mitologia africana, mais tarde tornou-se mitologia afro-brasileira. A mais conhecida é de Yoruba, onde se encontra a gênese de religiões como a Santeria, Cantimbó, Omulukó, Candomblé ( e suas vertentes), Umbanda ( e suas vertentes), Quimbanda e muitas mais... O que a todas é comum é o culto pelos orixás, oque diverge entre elas é a maneira de fazer esse culto. Aqui estão, alguns dos seus orixás: * Exu, Orixá- guardião dos templos, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos. * Ogum, Orixá do ferro, guerra, e tecnologia. * Oxóssi, Orixá da caça e da fartura. * Logunedé, Orixá jovem da caça e da pesca * Xangô, Orixá do fogo e trovão, protetor da justiça. * Xapanã (Obaluaiyê/Omolu), Orixá das doenças epidérmicas e pragas. * Oxumarê, Orixá da chuva e do arco-íris. * Ossaim, Orixá das ervas medicinais e seus segredos curativos. * Oyá ou Iansã, Orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestade, e do Rio Niger * Oxum, Orixá feminino dos rios, do ouro e amor. * Iemanjá ou Yemanjá, Orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de todos os Orixás de origem yorubana. * Nanã, Orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiyê, Iroko, Oxumarê e Ewá, orixás de origem daomeana. * Yewá, Orixá feminino do Rio Yewa, senhora da vidência, a virgem caçadora. * Obá, Orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô juntamente com Oxum e Iansã. * Axabó, Orixá feminino da família de Xangô * Ibeji, Orixás gêmeos * Iroko, Orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil). * Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás. * Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna. * Onilé, Orixá relacionado ao culto da terra. * OrixaNlá (Oxalá) ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos * Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, Orixá da Adivinhação e do destino. * Odudua, Orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba. * Oranian, Orixá filho mais novo de Odudua. * Baiani, Orixá também chamado Dadá Ajaká. * Olokun, Orixá divindade do mar. * Olossa, Orixá divindade das lagoas. * Oxalufon, Orixá velho e sábio. * Oxaguian, Orixá jovem e guerreiro. * Orixá Oko, Orixá da agricultura.

Resumo do Livro   por:NikiNikiYeah     Autor : NikiNikiYeah

Como ler história africanas para classe?

·         Escolher um livro de contos, fábulas ou lendas africanas.
·         No início de cada aula, ler uma história para a turma.
·         Essa leitura deve ser feita com prazer e desvinculada de qualquer trabalho literário, leitura pelo prazer.
·         Ao final de uma semana de leitura, fazer um levantamento com a turma sobre  as histórias lidas.
·         Fazer uma votação da história mais bonita da semana.
·         Lê-la novamente.
·         Pedir para as crianças fazerem um cartaz com as indicações literárias das histórias que mais gostaram.
·         Pode-se aproveitar essas histórias para trabalhar com reescrita e revisão de texto.

Trabalhando os orixás na escola

Em nossa escola, a professora  Mônica Moraes de Oliveira  desenvolveu um trabalho muito interessante para abordar a questão do estudo dos orixás. Ela começou com a mitologia grega, apresentando os deuses e lendo histórias sobre eles. Depois ela introduziu as histórias de Gilgamesh (ou Gilgamexe) que foi um rei da Suméria, de caráter semi-lendário, mais conhecido atualmente por ser o personagem principal da Epopeia de Gilgamesh, um épico mesopotâmico . A seguir começou a apresentar os orixás africanos e começou a estabelecer relações com a mitologia grega e as histórias de Gilgamesh. Deu as características de cada um e começou a leitura de suas histórias.
Com esse trabalho ela conseguiu desvincular a questão religiosa desses seres e tratá-los como mitos, quebrando “tabus” e “preconceitos” que envolvem o tema. As crianças passaram a falar e conhecer os orixás de forma natural e com todo o respeito e beleza que envolve o tema. Falar de “Exu”, “Iemanjá”, “Ogum”, “Ifá”, “Ossaim”  é a mesma coisa do que falar de “Zeus”, “Afrodite”, “Poseidon”, “Hécules” e muitos outros.
Esse é o papel da escola: transpor a barreira do preconceito, valorizar a cultura afro-brasileira , mostrar  a beleza da cultura africana e a sua influência em nossa cultura.

Bibliografia - lendas e contos africanos



Contos E Lendas Da Africa
Coleção: CONTOS E LENDAS
Autor: PINGUILLY, YVES
Ilustrador: MILLET, CATHY
Tradutor: BRANDAO, EDUARDO
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: INFANTO-JUVENIS




SINOPSE
Na linguagem secreta dos homens-leões e das mulheres-elefantes, as antigas sabedorias dos povos africanos vêm sendo contadas de boca em boca através de sucessivas gerações, ensinadas como lições de vida ou cantadas em praça pública pelos griots (músico e poeta da África Ocidental, que conserva e transmite a memória oral). As histórias que constituem a literatura oral das diversas nações africanas, guardadas no imaginário dos homens e mulheres, percorrem as diferentes paisagens que formam o continente. 'Contos e lendas da África' traz dezessete dessas histórias, acompanhadas de um mapa e um glossário de palavras africanas. Mais um volume da Coleção Contos e Lendas, da qual fazem parte, entre outros, os livros 'Contos e lendas dos cavaleiros da Távola Redonda', 'Contos e lendas da mitologia grega' e 'Heróis e vilões da Roma Antiga'.



Bibliografia - Orixás

Ogum, O Rei De Muitas Faces
Autor: CHAIB, LIDIA
Autor: RODRIGUES, ELIZABETH
Ilustrador: MIADAIRA
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: INFANTO-JUVENIS - LITERATURA JUVENIL

SINOPSE
Os orixás são deuses que inventam brincadeiras, brigam, se apaixonam, choram, contam histórias, fazem molecagens e até recebem castigos. Quem são essas divindades? Como surgiram? Como vieram parar no Brasil? As histórias dos orixás falam de um lado muito especial da nossa cultura- a herança dos povos da África. E mostram que os deuses podem ser como nós- espertos e preguiçosos, sábios e engraçados, irrequietos e misteriosos.

Bibliografia - Mitologia africana

Mae Africa - Mitos, Lendas, Fabulas E Contos
Autor: SISTO, CELSO
Editora: PAULUS EDITORA
Assunto: INFANTO-JUVENIS - LITERATURA JUVENIL

SINOPSE
Uma coletânea de histórias africanas feita com base em ampla pesquisa, com o objetivo de ressaltar a diversidade de etnias do continente africano. O autor selecionou 29 histórias originárias de diversos lugares da África, procurando privilegiar histórias ainda não publicadas em português.