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terça-feira, março 08, 2011

África Atlântica

Durante anos, os povos da Europa e do Oriente, conheceram apenas o norte e parte do leste africano. O Oceano Atlântico era lugar perigoso e proibido, tinham medo dos monstros marinhos e de cair da borda do mundo. Na realidade, as águas do Mediterrâneo eram bem mais fáceis de navegar que o turbulento Atlântico.

Os portugueses saíram pelo Atlântico para vencer seu isolamento do Mediterrâneo e em busca de  riquezas, logo encontraram ricas culturas, valentes guerreiros e grandes civilizações.

A  África Atlântica fica entre a alta Guiné ao norte e Angola ao sul.

A  Alta Guiné também recebe o nome de Senegâmbia e a população se organizava em reinos. Os reis eram escolhidos entre os príncipes das famílias mais importantes. Abaixo do rei vinham os Chefes Guerreiros, chamados de “grandes homens”. Nos reinos viviam os homens livres, que eram comerciantes e demais trabalhadores que passavam sua função às gerações futuras. Um importante cidadão era o Griot, este ensinava aos mais jovens a História e Cultura de seus ancestrais. Por fim vinham os escravos (sim, os africanos escravizavam uns aos outros!).
Ao sul da Senegâmbia ficava a chamada Costa do Ouro. As grandes minas de ouro, por anos, sustentaram os reis da região, mas a escravidão e o comércio de marfim, aumentaram o poder do local. Dividiu-se então a região em 3 áreas: Costa do Ouro, Costa dos Escravos e Costa do Marfim. A região ficou tão importante que o exercito  usava escudos e espadas revestidos de ouro.
Lugar de busca de escravos era o porto de Benin. Benin era maior que muitas cidades européias e o palácio do rei de tão grande parecia não ter fim pelas vistas dos visitantes.

Mas, nada impressionou mais os portugueses, do que os reinos de Congo e Angola. As Histórias que vinham da África davam conta de seres monstruosos e de povos bastante atrasados. Quando os portugueses chegaram à África, viram um continente bem diferente.

O Rei do Congo era chamado de Ntotila e vivia na capital Mbanza. O Ntotila dominava as tribos a sua volta e fazia negócios com os portugueses.

Ao sul do Congo ficava o poderoso reino de Ndongo, ou como ficou conhecido, Angola. O reino angolano não aceitava as ordens vindas de Portugal, entrando em conflito, foi aí que a Europa conheceu a poderosa Rainha Jinga. Jinga, ou NZinga, era tão poderosa que mandava todos lhe chamarem de rei, pois segundo ela, somente o rei é quem manda e ela nunca teria marido para lhe mandar. Jinga era valente e fazia a todos temerem seu exército. Ela possuía um harém cheio de homens, a quem chamavam de esposas.
Os europeus apenas conseguiam comercio com a África porque negociavam bastante, nunca pela famosa (e falsa) “superioridade”.





Um comentário:

  1. Olá amiga vim retribuir sua visita, obrigado. Adorei seu Blog, sou graduada em história e a historia da África é uma das mas belas que pude estudar ate então.

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