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quinta-feira, março 31, 2011

Agostinho Neto

Agostinho Neto nasceu na aldeia de Kaxicane, região de Icolo e Bengo, a cerca de 60 km de Luanda. O pai era pastor e professor da Igreja Metodista e, a sua mãe, era igualmente professora.
Após ter concluído o curso liceal em Luanda, trabalhou nos serviços de saúde e viria a tornar-se rapidamente uma figura proeminente do movimento cultural nacionalista que, durante os anos quarenta, conheceu uma fase de vigorosa expansão em Angola.

Decidido a formar-se em Medicina, embarca para Portugal em 1947 e matricula-se na Faculdade de Medicina de Coimbra, e posteriormente na de Lisboa. Dois anos depois da sua chegada à Portugal, foi-lhe concedida uma bolsa de estudos pelos Metodistas Americanos.
Envolve-se desde muito cedo em atividades políticas sendo preso em 1951, quando reunia assinaturas para a Conferência Mundial da Paz em Estocolmo. Após a sua libertação, retoma as atividades politicas e torna-se representante da Juventude das colônias portuguesas junto do Movimento da Juventude Portuguesa, o MUD juvenil. E foi no discurso de um comício de estudantes a que assistiam operários e camponeses que a PIDE o prendeu pela segunda vez, em Fevereiro de 1955 só vindo a ser posto em liberdade em Junho de 1957.

Por altura da sua prisão em 1955 veio ao lume um opúsculo com poemas seus, que denunciavam as amargas condições de vida do Povo angolano.

Em 1958, Agostinho Neto licenciou-se em Medicina e, casou com Maria Eugênia, no próprio dia em que concluiu o curso. Neste mesmo ano, foi um dos fundadores do clandestino Movimento Anticolonial (MAC), que reunia patriotas oriundos das diversas colônias portuguesas.

Uma manifestação pacífica realizada na aldeia natal de Neto em protesto contra a sua prisão foi recebida pelas balas da polícia. Trinta mortos e duzentos feridos foi o balanço do que passou a designar-se pelo Massacre de Icolo e Bengo. Receando as consequências que podiam advir da sua presença em Angola, mesmo encontrando-se preso, os colonialistas transferiram Neto para uma prisão de Lisboa e, mais tarde enviaram-no para Cabo Verde, para Santo Antão e, depois para Santiago, onde continuou a exercer a medicina sob constante vigilância política.

Sob forte pressão, interna e externa, as autoridades fascistas viram-se obrigadas a libertar Neto em 1962, fixando-lhe residência em Portugal.


Agostinho Neto regressa a Luanda no dia 4 de Fevereiro de 1975, sendo alvo da mais grandiosa manifestação popular de que há memória em Angola
Agostinho Neto que na África de expressão portuguesa é comparável à Léopold Senghor na África de expressão francesa. foi um esclarecido homem de cultura para quem as manifestações culturais tinham de ser, antes de mais, a expressão viva das aspirações dos oprimidos, armas para a denúncia de situações injustas, instrumento para a reconstrução da nova vida.

(Kaxicane 17 de Setembro de 1922, - Moscovo 1997)



 
Fontes: http://www2.ebonet.net/MPLA/bio_aneto.htm#top
Bibliografia:
Quatro Poemas de Agostinho Neto, 1957, Póvoa do Varzim, e.a.;
Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império;
Sagrada Esperança, 1974, Lisboa, Sá da Costa (inclui os poemas dos dois primeiros livros);
A Renúncia Impossível, 1982, Luanda, INALD (edição póstuma
Fonte: http://www.lusofoniapoetica.com/index.php/content/category/6/38/299/

terça-feira, março 29, 2011

O Choro de África

O choro durante séculos
nos seus olhos traidores pela servidão dos homens
no desejo alimentado entre ambições de lufadas românticas
nos batuques choro de África
nos sorrisos choro de África
nos sarcasmos no trabalho choro de África

Sempre o choro mesmo na vossa alegria imortal
meu irmão Nguxi e amigo Mussunda
no círculo das violências
mesmo na magia poderosa da terra
e da vida jorrante das fontes e de toda a parte e de todas as almas
e das hemorragias dos ritmos das feridas de África

e mesmo na morte do sangue ao contato com o chão
mesmo no florir aromatizado da floresta
mesmo na folha
no fruto
na agilidade da zebra
na secura do deserto
na harmonia das correntes ou no sossego dos lagos
mesmo na beleza do trabalho construtivo dos homens

o choro de séculos
inventado na servidão
em historias de dramas negros almas brancas preguiças
e espíritos infantis de África
as mentiras choros verdadeiros nas suas bocas

o choro de séculos
onde a verdade violentada se estiola no circulo de ferro
da desonesta forca
sacrificadora dos corpos cadaverizados
inimiga da vida

fechada em estreitos cérebros de maquinas de contar
na violência
na violência
na violência

O choro de África e' um sintoma

Nos temos em nossas mãos outras vidas e alegrias
desmentidas nos lamentos falsos de suas bocas - por nós!
E amor
e os olhos secos.

(Poemas, 1961) Agostinho Neto
(Kaxicane 17 de Setembro de 1922, - Moscovo 1997)


sábado, março 26, 2011

Reino do Congo

Durante seu processo de expansão marítimo-comercial, os portugueses abriram contato com as várias culturas que já se mostravam consolidadas pelo litoral e outras partes do interior do continente africano. Em 1483, momento em que o navegador lusitano Diogo Cão alcançou a foz do rio Zaire, foi encontrado um governo monárquico fortemente estruturado conhecido como Congo.

Fundado por volta do século XIV, esse Estado centralizado dominava a parcela centro-ocidental da África. Nessa região se encontrava um amplo número de províncias onde vários grupos da etnia banto, principalmente os bakongo, ocupavam os territórios. Apesar da feição centralizada, o reino do Congo contava com a presença de administradores locais provenientes de antigas famílias ou escolhidos pela própria autoridade monárquica.

Apesar da existência destas subdivisões na configuração política do Congo, o rei, conhecido como manicongo, tinha o direito de receber o tributo proveniente de cada uma das províncias dominadas. A principal cidade do reino era Mbanza, onde aconteciam as mais importantes decisões políticas de todo o reinado. Foi nesse mesmo local onde os portugueses entraram em contato com essa diversificada civilização africana.

A principal atividade econômica dos congoleses envolvia a prática de um desenvolvido comércio onde predominava a compra e venda de sal, metais, tecidos e produtos de origem animal. A prática comercial poderia ser feita através do escambo (trocas) ou com a adoção do nzimbu, uma espécie de concha somente encontrada na região de Luanda.

O contato dos portugueses com as autoridades políticas deste reino teve grande importância na articulação do tráfico de escravos. Uma expressiva parte dos escravos que trabalharam na exploração aurífera do século XVII, principalmente em Minas Gerais, era proveniente da região do Congo e de Angola. O intercâmbio cultural com os europeus acabou trazendo novas práticas que fortaleceram a autoridade monárquica no Congo.


Por Rainer Sousa
Mestre em História

quinta-feira, março 24, 2011

O Império Monomotapa

O Império Monomotapa (também grafado Mwenemutapa, Muenemutapa, ou ainda Monomatapa, que era o título do seu chefe) foi um império que floresceu entre os séculos XV e XVIII na região sul do rio Zambeze, entre o planalto do Zimbabwe e o Oceano Índico, com extensões provavelmente até ao rio Limpopo. O território desse Império corresponde ao território dos atuais Moçambique e Zimbábue.
Este estado africano era extremamente poderoso, uma vez que controlava uma grande cadeia de minas e de metalurgia de ferro e ouro, cujos produtos eram muito procurados por mercadores doutras regiões do mundo.

É importante notar que, ao contrário dos soberanos de muitos reinos atuais ou recentes, os Mwenemutapas não formavam uma cadeia de descendentes - o sucessor de um Mwenemutapa falecido (ou deposto) era escolhido pelo conjunto dos seus conselheiros e dos chefes seus aliados, guiados por um ou mais "chefes espirituais" que interpretavam os "sinais" enviados pelos espíritos ancestrais da tribo.

O primeiro europeu a tomar contacto com a cidade de Grande Zimbabwe, capital de Monomotapa, teria sido o navegador e explorador Português Sancho de Tovar.

Este Estado africano possuía ricas minas de ouro. O ouro teria sido a razão pela qual os portugueses engendraram a conquista do território, empenhado pelos moradores em troca das mercadorias que estes ofereciam e, num primeiro momento, justificou a manutenção lusa no atual território moçambicano, a partir de Sofala.

As origens da dinastia governante remontam à primeira metade do século XV.De acordo com a tradição oral, o primeiro "mwene" foi príncipe guerreiro de um reino Shona ao sul, chamado Nyatsimba Mutota, enviado para encontrar novas fontes de sal, ao norte. O Príncipe Mutota encontrou o sal entre os Tavara, uma subdivisão do Shona, que eram notórios caçadores de elefantes. Foram então conquistados, e sua capital estabelecida a 358 km ao norte do Grande Zimbábue no Monte Fura pelo Zambezi.

Wikipédia

segunda-feira, março 21, 2011

21 de março - Dia internacional pela eliminação da discriminação racial

Dia 21 de março celebra-se o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. A data foi instituída em 1969, pela Organização das Nações Unidas (ONU) em homenagem aos homens, mulheres e crianças que, nessa data, no ano de 1960, foram massacrados pela polícia da África do Sul, quando realizavam um protesto pacífico. Aquelas pessoas protestavam contra a Lei do Passe, que obrigava negros e negras a andarem com cartões de identificação que estabeleciam locais nos quais podiam ou não passar e/ou frequentar. O resultado da brutal repressão foi o triste saldo de 69 mortos e 186 feridos entre homens, mulheres e crianças.
Este é um dia para reflexão e ação. Racismo é uma chaga social e deve ser estirpado. Acreditar que alguém é superior a outro por sua origem, cor de pele ou orientação cultural é pensar como os colonizadores pensavam e pensar preconceituosamente.
A riqueza humana advém da diversidade de raças, credos, crenças, culturas e valores, somos humanos, somos tão diferentes e tão iguais. É isto que nos torna únicos e de valor inestimável.
Diga não ao Racismo, diga não à Discriminação Racial!!!

Chiquinha Gonzaga

Francisca Edwiges Neves Gonzaga era filha do militar José Basileu Neves Gonzaga e da mulata Rosa Maria de Lima. Ganhou um piano de seu pai aos 9 anos e compôs a sua primeira música aos 11 anos.

Casou-se com o oficial da Marinha Mercante Jacinto Ribeiro do Amaral aos 13 anos. Aos 16, nasceu o primeiro filho, João Gualberto. No ano seguinte, teve Maria.

Três anos depois, já seduzida pela música, decidiu separar-se do marido, o que provocou o rompimento das relações com o seu pai.

Chiquinha passou a viver com João Baptista de Carvalho, um bon-vivant com quem teve a filha Alice Maria. Em 1876, o casal decidiu mudar-se para o interior de Minas Gerais. Ao surpreender o amado com outra mulher, Chiquinha deixou-o, com a filha, que ainda não havia completado um ano, e partiu de vez para a carreira artística, compondo e dando aulas para se sustentar.

O flautista Antônio da Silva Calado a introduziu nas rodas de chorões do Rio de Janeiro. Num desses encontros de músicos, em 1877, ela compôs, de improviso, a polca "Atraente", seu primeiro sucesso. Depois musicou operetas e dirigiu concertos, tornando-se a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

Além da música, Chiquinha participava ativamente do movimento pela libertação dos escravos. Vendia de porta em porta suas partituras, a fim de angariar fundos para a causa. Com o dinheiro que conseguiu ao vender a partitura de sua música "Caramuru", Chiquinha Gonzaga comprou, em 1888, a alforria do escravo e músico José Flauta, antecipando-se poucos meses à Lei Áurea. Foi também uma participante ativa da campanha pela proclamação da República.

Em 1897, compôs o tango "Gaúcho", lançado na peça "Zizinha Maxixe", de Machado Careca que, quatro anos mais tarde, faria uma letra para a composição, que passaria a se chamar "Corta-Jaca". Essa música fez tanto sucesso que foi incluída na revista luso-brasileira Cá e Lá, encenada em Portugal e executada numa audição no Palácio do Catete, feita por Nair de Tefé, a esposa do presidente . O evento foi considerado uma quebra de protocolo e um escândalo nas altas esferas do poder brasileiro.

Enquanto ouvia o ensaio do Cordão Rosa de Ouro, no Andaraí, em 1899, Chiquinha compôs a sua primeira marcha carnavalesca, "Ó Abre Alas". Em 1902, fez uma viagem à Europa, mudando-se para Lisboa em 1906. Voltou acompanhada por João Batista (Joãozinho Gonzaga), um rapaz 36 anos mais jovem, que havia conhecido ainda no Rio.

Em 1912, Chiquinha assistiu à estréia de "Forrobodó", opereta que musicara, escrita por Luiz Peixoto e Carlos Bittencourt. Três anos depois, Chiquinha musicou a peça "A Sertaneja", de Viriato Correia.
Participou da fundação da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), em 1917, e lançou campanha de fundos destinados à construção de uma nova sepultura para Francisco Manuel da Silva, compositor do Hino Nacional Brasileiro, dois anos depois.

Em 1933, aos 85 anos, escreveu sua última partitura, "Maria".
Chiquinha morreu em 1935. Durante a sua vida, musicou aproximadamente 77 peças de teatro. Sua obra reúne mais de 2.000 composições, entre valsas, polcas, tangos, maxixes, lundus, fados, serenatas, músicas sacras. Entre suas inesquecíveis criações estão "Ó Abre Alas", "Atraente", "Casa de caboclo", "Faceiro", "Falena" e "Lua branca", entre outras.


domingo, março 20, 2011

A África e a Bíblia

Quando Deus criou o Jardim do Éden, Ele criou um rio com quatro braços para regá-lo. Entre os quais o rio Gion que se localiza na terra de Cuxe (Etiópia.)
E saía um rio do Éden para regar o Jardim e dali se dividia em quatro braços. Gên. 2:10
O primeiro chama-se Pison que é o que rodeia a terra de Havlá, onde há ouro. Gên. 2:11
O ouro desta terra é bom, também se encontram lá o bdélio e a pedra de ônix. Gên. 2:12
O segundo rio chama-se Gion que é o que circunda a terra de Cuxe. Gên. 2:13
O nome do terceiro rio é o Tigre que é o que corre pela terra da Assíria, e o quarto rio é o Eufrates. Gên. 2:14

" Alguns estudiosos da bíblia e do mundo antigo afirmam que o rio Gion é o rio Nilo. A identificação com o rio Nilo é feita a partir da informação fornecida pelo mesmo texto de que a terra que rodeia o rio Gion é Cuche.”
O Nordeste Africano também conhecido como Corno de África ou Chifre de África também conhecido como península Somali, inclui a Somália, a Eritréia,a Etiópia e o Djibuti.

sexta-feira, março 18, 2011

Etiópia


Etiópia situa-se no chamado "chifre da África", confinando com a Eritréia, Djibuti, Somália, Quênia e Sudão.
O país tem uma extensão de pouco mais de 1 milhão de km2 e população de 70 milhões de habitantes, com renda per capita de US$ 94.
A capital e principal cidade é Adis Abeba, com 2,6 milhões de habitantes.

Nome oficial: República Federal Democrática da Etiópia (Ityjopya).
Nacionalidade: Etíope.
Data nacional: 28 de maio (Dia da Pátria).
Capital: Adis-Abeba.
Cidades principais: Adis-Abeba (2.112.737), Dire Dawa (164.851), Harrar (131.139), Nazret (127.842), Gonder (112.249) (1994).
Idioma: amárico (oficial), inglês, línguas regionais.
Religião: cristianismo 57% (ortodoxos etíopes 52,5%, outros cristãos 4,5%), islamismo 31,4%, religiões tradicionais 11,4%, outras 0,2% (1980).
História

Conta a lenda que o primeiro imperador da Etiópia foi Menelick, filho do rei Salomão e a rainha de Sabá, é por isso que os monarcas etíopes se denominavam "negus" cujo significado é "Rei dos reis".
No século XI a.C. os etíopes ou abisínios conseguem livrar-se do domínio dos faraós egípcios que até então tinham padecido. Também os persas quiseram dominar este povo, e os tolomeos egípcios e os romanos, sem conseguir.
Acredita-se que o império etíope surgiu no século III a.C. com a destruição do porto de Adulis que fez com que as pessoas habitassem e se instalassem em Axum, o qual já no século I de nossa era estava considerado como um dos quatro reinos mais importantes do mundo.
No século IV o rei Ezana converte-se ao cristianismo e com ele seu povo. Os árabes submetem, três séculos depois, à parte oriental do país introduzindo o Islão.
O império abisínio recupera seu poder no século XII com Lalibela e no século XV com Zara Yacob. É neste século, quando os portugueses vão para o país procurando o místico Reino do Preste João. Dessa data até o século XIX as tentativas de conquista por parte de europeus e egípcios fracassam, porém, os italianos conseguem ocupar o território da Eritréia.

Século XX
Em 1923 o imperador Hailé Selassi I consegue que o país faça parte da Sociedade das Nações.
Os italianos conseguem no finalmente, o território etíope com a invasão das tropas fascistas de Mussolini e em 9 de maio de 1936, o rei Vítor Manuel III é proclamado imperador da Etiópia, sendo incorporado o país à África Oriental italiana. Durante a Segunda Guerra Mundial as tropas italianas são vencidas pelos aliados, sendo reposto no trono o rei Hailé Selassie, que em 1955 converte seu regime absolutista em constitucional.
Em 1963 o monarca junto a outros dirigentes africanos fundam a Organização da Unidade Africana, cuja sede fica permanentemente estabelecida na Etiópia.
Em 1974 Hailé Selassie é deposto pelo exército e seu próprio filho, Asfa Wossen, sendo imposto um governo militar provisório que dissolve o Parlamento. Um ano depois a monarquia é abolida e em 1977 Haile Mariam é nomeado Chefe do Estado; dois anos mais tarde o mesmo anuncia a formação de um partido único marxista-leninista.
Em 1985 o país sofre uma grave seca que faz precisa a ajuda humanitária do mundo todo. Em 1986 surge uma nova constitução, enquanto que os movimentos revolucionários vão ganhando posição.
Em 1991 os rebeldes da Forças Populares Democráticas Revolucionárias tomam Gondar e Gojam, em 20 de maio Haile Mariam foge do país refugiando-se em Zimbabue. Em 28 desse mesmo mês o governo entrega a capital, Adis Abeba aos rebeldes, que reunem aos membros dos diferentes partidos políticos democráticos formando um governo provisório até a celebração de eleições livres. Cria-se também um Conselho de Representantes com faculdade para nomear um presidente interino e uma comissão encarregada de redigir a nova constituição. Em julho é eleito, como Presidente do Governo e Chefe do Estado, Zeles Menawi.
Em janeiro de 1993 nomea-se Chefe do Governo a Layne Tamirat e em 3 de maio de 1993 é reconhecida a independência da Eritréa.
Na atualidade o país está dividido politicamente em 4 regiões autonômas e 25 regiões administrativas. Em outubro de 1996 é nomeado presidente Lennart Meri e primeiro ministro Tiit Vahi (cargo que exerce desde o ano 1995).





http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/etiopia/etiopia.php

quarta-feira, março 16, 2011

Núbia

A Núbia é a região situada no vale do rio Nilo que atualmente é partilhada pelo Egito e pelo Sudão mas onde, na antiguidade se desenvolveu o que se pensa ser a mais antiga civilização mulata de África (baseada na civilização anterior do Alto Egito, e tanto que Napata antes de ser a capital da Núbia independente da sua metropole colonial egipcia, era uma mera colonia egipcia ao sul de Assuã anexada durante o Médio Império; aparente os Núbios eram filhos de colonos sul-egipcios com escravas niloticas), que deu origem ao reino de Kush, que existiu entre o 3º milénio antes de Cristo e o século IV da nossa era. Este reino foi então dominado pelo reino de Axum e aparentemente, os núbios formaram novos pequenos estados fora da região ocupada. Um deles, Makuria tornou-se preponderante na região, assinando um pacto com o Egito islâmico para conservar a sua religião cristã (copta), que conservou até ao século XIV, quando foi finalmente submetida aos árabes dominantes, mais precisamente dominada pelos Turcos Mamelucos por volta de 1315. Eles impuseram sua religião muçulmana e colocaram no poder um príncipe Núbio convertido ao Islã.

No entanto, a parte sul conservou-se independente, como o reino de Sennar, até ao século XIX, quando o Reino Unido ocupou a região. Com a independência dos atuais estados africanos, os núbios ficaram divididos entre o Egipto e o Sudão.

Nesta região, na grande curva do Nilo, na parte sudanesa, encontram-se as ruínas das cidades de Napata, perto do monte Gebel Barkal, e Meroe que foram inscritos pela UNESCO, em 2003, na lista do Património Mundial.


Wikipédia

terça-feira, março 15, 2011

Regiões na História africana

A História Africana apresenta uma possibilidade de divisão para estudo em 6 grandes regiões que guardam em comum além dos aspectos geográficos, aspectos históricos e culturais. São unidades com características semelhantes, embora também abrangendo diversidade interna da região quanto aos povos e culturas, mas, quando comparadas ao conjunto africano apresentam distinções nítidas.

1ª Região
A região de história mais antiga e mais conhecida é a das civilizações do Rio Nilo, onde se destacam o Sudão e o Egito, ambos com história política e econômica com mais de 5000 anos e constituindo impérios semelhantes. Um exemplo das semelhanças é a construção de pirâmides que Vão do Alto ao Baixo Nilo, em períodos diversos com diferentes magnitudes, representando uma forma cultural típica de região. Nesta região o Egito é bem mais conhecido, sendo que os Núbios, um dos povos do Sudão, tem apresentado surpresas esplendorosas aos arqueólogos nos últimos tempos. Destacam-se nesta região os Impérios de Kerma, Kushes, Napata e Meroes. Fixados em regiões próximas tem importância históricas os Reinos da Etiópia.

2ª Região
A costa Africana do Oceano Índico constitui uma região de grande influência comercial, de trocas intensas com os países árabes e com a Ásia. Esta região se notabiliza por um conjunto de pequenos Reinos e Cidades Estados que foram de grande esplendor arquitetônico e, devido a existência de uma língua comercial comum, o Suarile, podemos denominar de Região Suarile.

3ª Região
A terceira região importante no Continente Africano é constituída pelo Conjunto Zimbarbue e África do Sul. Embora diferente da região Suarile litorânea é uma zona de intenso contato com o litoral. Zimbabue, devido a importância e antigüidade das ruínas e da extensão da civilização aí construída no passado, constitui pôr si só uma região de importância na história africana. Na mesma região do Zimbabue entre 1400 e 1800 surge o Reino do Monomotapa. Na África do Suiapenas, reinos relativamente recentes têm destaques históricos, sobretudo pelo processo de resistência às invasões européias, como é o caso dos Zulus.

4ª Região
O quarto conjunto está ao Sul do Rio Congo, numa extensa região entre o Atlântico e os lagos Vitória e Tanganica. De influência cultural Bantu se desenvolveu entre os séculos 14 e 15 um conjunto de Reinos onde se destacam o Congo, Lunda e Luba.

5ª Região
As civilizações africanas de grande riqueza econômica e cultural formam um conjunto que geograficamente se estendem do Atlântico atravessando o sistema fluvial do Rio Níger e cobrindo os afluentes do lago Chade. Esta quinta região do Vale do Niger, assim como a do Vale do Nilo, constituem as regiões de maior importância histórica no continente devido aos longos períodos de continuidade histórica e a quantidade de conhecimentos que se tem sobre elas. Fazem parte da história da região as civilizações Nok, os Impérios de Gana, Malé e Songai.

6ª Região
A sexta região é de predominância de povos Berberes e se estende através do Deserto de Saara e bordas do Mediterrâneo. É, sobretudo, uma região marcada por invasões externas.

Profº Henrique Cunha Jr.

sábado, março 12, 2011

Nelson Mandela

Introdução

Nelson Rolihlahla Mandela é um importante líder político da África do Sul, que lutou contra o sistema de apartheid no país. Nasceu em 18 de julho de 1918 na cidade de Qunu (África do Sul). Mandela, formado em direito, foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999. 
Luta contra o apartheid

O apartheid, que significa "vida separada", era o regime de segregação racial existente na África do Sul, que obrigava os negros a viverem separados. Os brancos controlavam o poder, enquanto o restante da população não gozava de vários direitos políticos, econômicos e sociais.

Ainda estudante de Direito, Mandela começou sua luta contra o regime do apartheid. No ano de 1942, entrou efetivamente para a oposição, ingressando no Congresso Nacional Africano (movimento contra o apartheid). Em 1944, participou da fundação, junto com Oliver Tambo e Walter Sisulu, da Liga Jovem do CNA.

Durante toda a década de 1950, Nelson Mandela foi um dos principais membros do movimento anti-apartheid. Participou da divulgação da “Carta da Liberdade”, em 1955, documento pelo qual defendiam um programa para o fim do regime segregacionista.

Mandela sempre defendeu a luta pacífica contra o apartheid. Porém, sua opinião mudou em 21 de marco de 1960. Neste dia, policiais sul-africanos atiraram contra manifestante negros, matando 69 pessoas. Este dia, conhecido como “O Massacre de Sharpeville”, fez com que Mandela passasse a defender a luta armada contra o sistema.

Em 1961, Mandela tornou-se comandante do braço armado do CNA, conhecido como "Lança da Nação". Passou a buscar ajuda financeira internacional para financiar a luta. Porém, em 1962, foi preso e condenado a cinco anos de prisão, por incentivo a greves e viagem ao exterior sem autorização. Em 1964, Mandela foi julgado novamente e condenado a prisão perpétua por planejar ações armadas.

Mandela permaneceu preso de 1964 a 1990. Neste 26 anos, tornou-se o símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguiu enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação racial no país. Neste período de prisão, recebeu apoio de vários segmentos sociais e governos do mundo todo.

Com o aumento das pressões internacionais, o então presidente da África do Sul, Frederik de Klerk solicitou, em 11 de fevereiro de 1990, a libertação de Nelson Mandela e a retirada da ilegalidade do CNA (Congresso Nacional Africano). Em 1993, Nelson Mandela e o presidente Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul.

Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Governou o país até 1999, sendo responsável pelo fim do regime segregacionista no país e também pela reconciliação de grupos internos.

Com o fim do mandato de presidente, Mandela afastou-se da política dedicando-se a causas de várias organizações sociais em prol dos direito humanos. Já recebeu diversas homenagens e congratulações internacionais pelo reconhecimento de sua vida de luta pelos direitos sociais.
Algumas frases de Nelson Mandela

- "Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."
- "Uma boa cabeça e um bom coração formam uma formidável combinação."
- "Não há caminho fácil para a Liberdade."
- "A queda da opressão foi sancionada pela humanidade, e é a maior aspiração de cada homem livre."
- "A luta é a minha vida. Continuarei a lutar pela liberdade até o fim de meus dias."
- "A educação é a arma mais forte que você pode usar para mudar o mundo." 
Dia Internacional de Nelson Mandela
- A partir de 2010, será celebrado em 18 de julho de cada ano o Dia Internacional de Nelson Mandela. A data foi definida pela Assembléia Geral da ONU e corresponde ao dia de seu nascimento.



http://www.suapesquisa.com/

quinta-feira, março 10, 2011

África Índica

Há muitos anos os portugueses ouviam a respeito de uma história de um reino cristão que ficava ao leste da África chamado de Preste João. Dizia-se que neste reino havia 13 cruzes gigantes, de puro ouro, cobertas de jóias e guardadas por 10 mil soldados armados, além de luxo e riqueza por toda cidade.
Quando os portugueses foram atrás da lenda encontraram o Reino da Etiópia. Voltada ao Oceano Índico, a Etiópia é uma região montanhosa, e torna-se a primeira região cristã da África. A diferença do Reino etíope, foi que os portugueses encontraram bastante resistência em seus negócios com a região, primeiro por causa de conflitos entre reinos internos, segundo pela concorrência inglesa. É criada na região a Companhia Exploradora da Índia Oriental, para transportas marfim, âmbar e escravos.

terça-feira, março 08, 2011

África Atlântica

Durante anos, os povos da Europa e do Oriente, conheceram apenas o norte e parte do leste africano. O Oceano Atlântico era lugar perigoso e proibido, tinham medo dos monstros marinhos e de cair da borda do mundo. Na realidade, as águas do Mediterrâneo eram bem mais fáceis de navegar que o turbulento Atlântico.

Os portugueses saíram pelo Atlântico para vencer seu isolamento do Mediterrâneo e em busca de  riquezas, logo encontraram ricas culturas, valentes guerreiros e grandes civilizações.

A  África Atlântica fica entre a alta Guiné ao norte e Angola ao sul.

A  Alta Guiné também recebe o nome de Senegâmbia e a população se organizava em reinos. Os reis eram escolhidos entre os príncipes das famílias mais importantes. Abaixo do rei vinham os Chefes Guerreiros, chamados de “grandes homens”. Nos reinos viviam os homens livres, que eram comerciantes e demais trabalhadores que passavam sua função às gerações futuras. Um importante cidadão era o Griot, este ensinava aos mais jovens a História e Cultura de seus ancestrais. Por fim vinham os escravos (sim, os africanos escravizavam uns aos outros!).
Ao sul da Senegâmbia ficava a chamada Costa do Ouro. As grandes minas de ouro, por anos, sustentaram os reis da região, mas a escravidão e o comércio de marfim, aumentaram o poder do local. Dividiu-se então a região em 3 áreas: Costa do Ouro, Costa dos Escravos e Costa do Marfim. A região ficou tão importante que o exercito  usava escudos e espadas revestidos de ouro.
Lugar de busca de escravos era o porto de Benin. Benin era maior que muitas cidades européias e o palácio do rei de tão grande parecia não ter fim pelas vistas dos visitantes.

Mas, nada impressionou mais os portugueses, do que os reinos de Congo e Angola. As Histórias que vinham da África davam conta de seres monstruosos e de povos bastante atrasados. Quando os portugueses chegaram à África, viram um continente bem diferente.

O Rei do Congo era chamado de Ntotila e vivia na capital Mbanza. O Ntotila dominava as tribos a sua volta e fazia negócios com os portugueses.

Ao sul do Congo ficava o poderoso reino de Ndongo, ou como ficou conhecido, Angola. O reino angolano não aceitava as ordens vindas de Portugal, entrando em conflito, foi aí que a Europa conheceu a poderosa Rainha Jinga. Jinga, ou NZinga, era tão poderosa que mandava todos lhe chamarem de rei, pois segundo ela, somente o rei é quem manda e ela nunca teria marido para lhe mandar. Jinga era valente e fazia a todos temerem seu exército. Ela possuía um harém cheio de homens, a quem chamavam de esposas.
Os europeus apenas conseguiam comercio com a África porque negociavam bastante, nunca pela famosa (e falsa) “superioridade”.





domingo, março 06, 2011

África do Mediterrâneo

    O Mar Mediterrâneo fica entre a Europa, a África e a Ásia ocidental. Nele fazia-se comércio, trocava-se arte, cultura e boa parte da História do homem surgem ali. Por ser calmo e “pequeno” era a principal rota dos navios daqueles povos. O Mediterrâneo é de importância fundamental aos povos orientais e ocidentais.
A África liga-se ao Mediterrâneo pelo norte e esta região participa de acontecimentos fundamentais na história humana. Uma das grandes civilizações que surge na região é o Egito Antigo. O Egito nasce ao longo do truculento Rio Nilo e desenvolvem grandes obras e verdadeiras inovações médicas e técnicas. E, ao contrário do que aparece em filmes, os egípcios também tinham a pele escura.

    Outra grande civilização é a Núbia. Na capital da Núbia, Kerma, havia grandes minas de ouro e o comércio de marfim.
    Importantes reinos são os de Gana e Mali. Impossível falar da África mediterrânica sem falarmos do Islamismo. O Islamismo, ou religião muçulmana, nasce a cerca da 500 anos D.C., criada pelo árabe Maomé, no Oriente Médio. Desde que surgiu, a religião cresceu violentamente, conquistando várias regiões ao norte da África. Os muçulmanos deixaram vários registros sobre os povos que ali existiam. Um reino descrito por eles era o Reino de Gana. Gana ia do Atlântico ao Rio Niger e era chamado de “Terra do Ouro”. Reino rico e poderoso possuía um rei, cercado de uma poderosa nobreza, além de vários funcionários, comerciantes e demais moradores.
    O Reino de Gana foi destruído e substituído pelo Reino de Mali. Diziam que o Rei de Mali era tão poderoso que possuía cerca de 10 mil cavalos em seus estábulos. Segundo registros, quando o rei de Mali fez sua peregrinação à Meca – terra santa dos muçulmanos – todos pararam para observar tanto luxo e poderio.

quarta-feira, março 02, 2011

Juliano Moreira

Nascido em Salvador, em 1873, Juliano Moreira foi uma grande referência da medicina brasileira. Formou-se em medicina e cirurgia em 1891, doutorando-se com a tese “Etiologia da Sífilis Maligna Precoce”, ganhando nota máxima da banca examinadora da faculdade da Bahia, onde foi, durante algum tempo, professor assistente de clínica médica. No Rio de Janeiro, foi nomeado diretor do Hospital Nacional dos Alienados. Com seus esforços junto ao Ministério do Interior conseguiu a aprovação de uma lei de assistência aos doentes mentais.

Realizou uma grande reforma no Hospital Nacional, renovando-o, ampliando-o e aplicando métodos inovadores no tratamento psiquiátrico.Por esse trabalho foi nomeado diretor geral da assistência a psicopatas onde permaneceu por vinte e oito anos.

Sua atuação no campo da pesquisa científica foi notável: na Sociedade de Medicina e Cirurgia Baiana, nascida por sua inspiração, pesquisou sobre doenças como o botão endêmico ou botão-de-Biska, doença endêmica crônica, de tipo granulomatoso e ulcerativo, observada principalmente no norte da África, daí seu segundo nome, alusão a uma cidade da Argélia. Sua pesquisa ajudou na identificação dessa doença no Brasil.

Juliano Moreira, durante sua brilhante carreira intelectual, publicou mais de uma centena de títulos entre trabalhos científicos e de outra natureza, temos em destaque: Assistência aos Alienados no Brasil (1906), Lês maladies mentales au Brésil (1907), A contribution to the study of dementia paralítica in Brazil (1907) e A evolução da medicina brasileira (1908). Seus trabalhos tiveram reconhecimento internacional. Juliano Moreira foi membro de inúmeras instituições científicas internacionais como: a Antropolegische Gesellchaft, de Munique; a Société de Médicine, de Paris; a Médico-Legal Society, de Nova York; e a Médico- Psychological Association, de Londres.

O Hospital Colonial Juliano Moreira, em Jacarepaguá, é uma homenagem à trajetória vitoriosa desse afro-brasileiro em prol da medicina no Brasil.