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terça-feira, junho 28, 2011

Guepardos

Nome popular: Guepardo, Cheeta
Nome Científico: Acinonyx jubatus
Distribuição geográfica: A maioria vive na África
Habitat natural: Vive em Savanas
Hábitos alimentares: São carnívoros. Têm preferência por gazelas
Tamanho: Cerca de 2,10 metros
Peso: De 42 a 65 kg
Período de gestação: De 90 a 95 dias.
Filhotes: Geralmente nascem de dois a quatro filhotes por vez. A mãe cuida dos filhotes sozinha.
Tempo médio de vida: 20 anos


Esse animal corre muito: pode alcançar a velocidade de 110 quilômetros por hora. Mas um bom cavalo pode superá-lo. Sua especialidade é o ataque de surpresa. Como se surgisse do nada, ele cai sobre um rebanho que pasta e mesmo animais ágeis como a gazela, o antílope, a zebra, o avestruz e o gnu não podem escapar.
Geralmente prefere caça pequena. É um animal solitário, embora às vezes cace aos pares.
Tamanha explosão muscular custa caro. Como um corredor de curta distância, o guepardo é rápido, mas tem pouca resistência. Ele gasta tanta energia correndo atrás da presa que fica extenuado. Depois de 30 segundos de perseguição, não tem força nem pra comer na hora. Aí, chega outro bicho e pronto: metade da refeição é sempre roubada.
Sua velocidade é uma proteção. Talvez, por isso, não tenha medo do homem, sendo facilmente domesticado. Os sultões da índia tinham centenas deles e usavam como cães de caça. Há muito desapareceram da Ásia e hoje são raros na África.
Uma das principais preocupações dos guepardos é com seus filhotes: é muito comum eles serem comidos por felinos mais fortes, como os leões.
Este animal não costuma marcar territórios para se defender, inclusive pelo fato de ele ter hábitos nômades. Só a fêmea costuma defender territórios, no período em que está com filhotes.
O guepardo é um animal social. Um dos fatos que mostram isso é que eles costumam lamber uns aos outros para mater-se limpos.
Com um treinamento hábil, o guepardo pode tornar-se uma companhia afetuosa. Tem a agilidade dos grandes felinos. Seu parentesco com eles mostra-se na pequena cabeça redonda, pelagem e grande cauda malhada. contudo, pelas longas pernas, garras não-retráteis de latido, assemelha-se a um cão. A fêmea produz de dois a cinco filhotes, duas vezes ao ano. Não se reproduz bem em cativeiro.




sábado, junho 18, 2011

Gnus

O gnu (Connochaetes taurinus) é um mamífero ungulado da família Bovidae, sendo também conhecido como boi, cavalo. É parente de animais como os bovinos, caprinos, antílopes, entre outros.
São encontrados centenas de milhares de gnus, nas savanas do centro da África até o extremo sul do continente. São menores que os bois, alcançam 1,5 m de altura, têm 2,5 m de comprimento e chegam a pesar 250 kg.
Os gnus são herbívoros, alimentam-se do pasto das savanas. Vivem em grandes manadas. São animais bastante pacíficos, vivendo e se alimentando em companhia de antílopes e zebras de maneira harmoniosa.
Existem 5 espécies de gnus. São elas:
- Gnu-de-cookson (Connochaetes taurinus cooksoni) – Habita a Zâmbia.
- Gnu-do-leste ou gnu-oriental (Connochaetes taurinus albojubatus) – Vive na Tanzânia e no Quênia.
- Gnu-d’oeste ou gnu-ocidental (Connochaetes taurinus mearnsi) – é encontrado em Moçambique, Tanzânia e Malauí.
- Gnu-azul (Connochaetes taurinus taurinus) – Vive na África do Sul, Angola, Zâmbia, Moçambique, Botsuana, Zimbábue e Namíbia.
- Gnu-de-niassa (Connochaetes taurinus johnstoni) – É encontrado em Malauí, Moçambique e Tanzânia.
Essas espécies sobrevivem a inúmeras diversidades, pois em uma terra selvagem, repleta de predadores, os gnus estão na base da cadeia alimentar, servindo de banquete para leões, hienas, leopardos, crocodilos, guepardos ou chitas e cães selvagens africanos.
Pacífico que é, o gnu foge quando se sente ameaçado. Se for surpreendido, sua única defesa é seu poderoso coice, que pode ser fatal ao predador que o ataca. Por isso, os predadores observam a manada e procuram atacar os animais mais frágeis, como os filhotes, os animais mais velhos, aqueles que estão feridos ou que demonstram cansaço.
Todos os anos as grandes manadas de gnus migram para o norte, em busca de pastos verdes e água. Milhares de gnus são atacados pelos predadores durante a viagem. Na simples travessia de um rio, centenas de gnus são mortos pelos crocodilos. Contudo, a população de gnus permanece estável, pois se reproduzem com sucesso.
A reprodução ocorre uma vez por ano, pois a gestação dura aproximadamente 260 dias. Geralmente nasce um filhote a cada gestação, embora raramente ocorra o nascimento de 2 filhotes.
Pouco tempo depois do nascimento o filhote já está apto a andar e até a correr caso haja alguma ameaça.
A esperança de vida dos gnus é de 20 anos, apesar de todos os perigos que enfrenta.







quarta-feira, junho 15, 2011

Elefante Africano


CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Proboscidea
Família: Elephantidae 
Nome científico: Loxodonta africana

Distribuição
O elefante-africano é um paquiderme de grande estatura, que vive em longos territórios da África Central e do Sul. É o maior mamífero terrestre.

Organização social
As manadas de elefantes são matriarcais, é sempre uma fêmea que lidera o grupo. Tem como obrigações memorizar os locais onde existe água nos tempos de seca e garantir o bem estar do grupo. Sempre que um jovem macho atinge a maturidade sexual e deixa de respeitar a hierarquia, é expulso da manada pela fêmea dominante.

Africanos e asiáticos
Os elefantes africanos distinguem-se dos seus primos asiáticos pela estatura - são bastante maiores - e pelo seu grande par de orelhas, já que os asiáticos tem esses apêndices bem mais pequenos, as unhas das patas traseiras também são diferentes, assim como o número de costelas.

A tromba
A tromba é fundamental para a sua sobrevivência e desde muito cedo que os jovens aprendem a dominá-la para beber água, para levar a comida à boca e para tomarem os banhos de água ou lama. Serve ainda, naturalmente para reconhecer os cheiros e distinguir qual o alimento que lhes convém.

Cemitérios de elefantes
Outro fato curioso respeitante a estes animais é que procuram zonas previamente definidas quando sentem que os seus dias estão a acabar, e depois, sempre que a manada passa por esses locais, os indivíduos acariciam os ossos dos seus antepassados com a tromba, o que leva os cientistas a pensar que algum cheiro característico fica nos ossos.

Alimentação
Estes animais sobrevivem somente à custa de ervas, folhas e capim, que comem em grande quantidade, podendo um animal adulto ingerir cerca de 250 a 300 kg de alimento por dia, o que os faz andar numa busca incessante de vegetação e água.


Reprodução
As fêmeas atingem a maturidade sexual por volta dos 12 anos. As crias nascem após uma gestação de cerca de 22 meses, apenas uma por parto, só raramente acontecendo casos de partos múltiplos. Uma ália pode procriar a cada quatro anos, já que amamentam as suas crias até aos dois anos e só depois voltam a engravidar, tendo pela frente mais cerca de dois anos de gestação.

Proteção das crias
As crias são sempre protegidas pelos outros elementos do grupo, e vivem como se fosse numa creche, em conjunto e vigiadas em permanência pelos mais velhos. Os elefantes não têm predadores naturais, embora ocasionalmente uma cria muito jovem possa ser atacada por um leões famintos. Por esse motivo, os adultos colocam sempre as crias no centro da manada.

Machos violentos
Na época do cio, os machos segregam uma substância odorífera que escorre, a partir das têmperas, pela cabeça abaixo. Nesta altura, os elefantes machos ficam muito agitados e tornam-se violentos.

Tamanho, peso e esperança de vida
Um elefante africano pode medir cerca de 6 m de comprimento, ter mais de 4 m de altura e pesar cerca de 6500 kg. A sua esperança de vida é de cerca de 50 anos.

 http://www.bicharada.net/animais/animais.php?aid=144

segunda-feira, junho 06, 2011

Hiena

A hiena (Crocuta Crocuta) é um animal mamífero, carnívoro, da família Hyaenidae. Adulta, uma hiena mede 1,5 m de comprimento, com 80 cm de altura e 70 kg de peso. Seu modo de andar é esquisito, manquejante, pois suas patas traseiras são mais curtas que as patas dianteiras. Sua pelagem tem cor castanha escura. Não é um animal dos mais rápidos, em corrida não consegue ultrapassar os 60 km/h. É capaz de emitir um grito áspero, parecido com uma gargalhada, que os antigos acreditavam ser de um homem mau, que colocava armadilhas para capturar os viajantes. Seus hábitos são noturnos, embora possa desenvolver atividades durante o dia.
Habita o oeste da Ásia e principalmente as savanas da África. Excelente caçadora, com uma mordida poderosa, a hiena se alimenta de búfalos, zebras, gnus e até de filhotes de girafa, entre outros. Atacam geralmente em grupo, com mais eficiência que alguns felinos.
Porém, a hiena é mais conhecida por ser necrófaga, ou seja, por se alimentar das carcaças e dos ossos de animais, restos de outros predadores.
Esse animal desempenha um papel importante, necessário na cadeia alimentar, pois ao se alimentar dos restos de outros predadores, evita que esse material contamine as águas e que cause o aparecimento de doenças em outros animais ou em habitantes da região.
Ao contrário dos demais predadores, a hiena não tem o hábito de cuidar de sua pelagem, o que a deixa com o mau cheiro do sangue, das entranhas, ou mesmo da carniça de suas presas.
Em alguns países existiram tentativas de domesticar a hiena, sem resultados positivos. Enfim, é um animal selvagem.
As hienas vivem em grandes grupos de 40 a 100 animais. Diferente de outros mamíferos que vivem em grupo, a sociedade das hienas é matriarcal, ou seja, é dominada pelas fêmeas, que costumam ser mais agressivas que os machos.
A gestação das hienas dura entre 98 e 110 dias, sendo que geralmente nascem dois filhotes por cria, embora não seja raro o nascimento de 3 ou 4 filhotes.
Os filhotes nascem com os olhos abertos e com a dentição completa. Desde o nascimento são muito agressivos, sendo comum que os filhotes matem uns aos outros.
Em algumas regiões da África, as hienas são caçadas sem misericórdia. A expectativa de vida das hienas em seu habitat natural é de até 20 anos.


sexta-feira, junho 03, 2011

Leão

Nome comum: Leão-africano
Nome em inglês:
Lion
Nome cinetífico: Panthera leo (Linnaeus, 1758
  • Reino: Animal
  • Filo: Chordata
  • Classe: Mamífero
  • Ordem: Carnívoro
  • Família: Felino
  • Subfamília: Pantherinae
  • Gênero: Panthera
  • Espécie: Panthera leo

A palavra “Simba” significa leão, pois é o nome desse animal na língua suaíle – um idioma falado em vários países da África.

Na simbologia, o “rei dos animais”, representa a luz, a soberania e a coragem!

Talvez, mais do que qualquer outro animal o leão sempre foi admirado pelo homem. Desde tempos imemoriais ele é considerado como um símbolo da justiça e da bravura.

Os leões-africanos vivem na Região Etiópica que compreende o Continente Africano (exceto a região norte), onde encontramos também: girafa, ocapi, elefante-africano, leopardo, zebra, gnu, gorila, chimpanzé, rinoceronte, hipopótamo, hiena, antílope, entre muitos outros animais.

Só que existem duas espécies de leões, o leão-africano (Panthera leo) e o leão-asiático (Panthera leo persica). O primeiro vive em muitos países da África e o segundo vive principalmente no Irã e na Índia. Nota: a Índia possui o Santuário da Floresta de Gir, a qual protege o leão-asiático...

Características físicas:

Machos medem de 1,72 a 2,50 metros de comprimento, fêmeas de 1,58 a 1,92 m. O comprimento de seu rabo varia de 60 a 100 cm. Fêmeas são 45 a 68 quilôgramas mais leves que os machos, mas tem a mesma massa muscular. Os machos pesam entre 150 a 260 kg, enquanto as fêmeas pesam entre 122 e 182 kg.

Os leões têm cara achatada, olhos arredondados e um pescoço relativamente curto. Os machos têm os pelos da juba com variedades de cores, geralmente, é um cinza-prateado ou um vermelho-amarelado.

 Quanto mais escura a sua juba, mais velho é o leão.

Os leões de cativeiro têm sua juba mais longa e com muito mais pelos do que os leões de vida selvagem. Ambos os sexos são fortes e musculosos. Como os tubarões, eles têm os dentes caninos com 5 centímetros de comprimento, os quais o ajudam a caçar e a prender a sua presa.

Hábitos alimentares – Leões são carnívoros. O cardápio do leão é bem variado. Pela ordem, estas são as suas principais presas: gnu, zebra, búfalo, gazela-de-thomson, girafa, antílope-saltador, alcéfalo etc.
Sua dieta consiste em uma variedade de carnes desde pequenos insetos a grandes herbívoros, como as girafas.



quarta-feira, junho 01, 2011

Culinária e Comida Africana e Afro-Brasileira

A comida africana reflete as tradições nativas da África, assim como influências árabes, européias e asiáticas. O continente africano é a segunda maior massa de terra do planeta e berço de milhares de tribos, etnias e grupos sociais. Essa diversidade reflete-se na cozinha africana, no uso de ingredientes básicos assim como na preparação e técnicas culinárias.

Elementos tradicionais da comida africana

Há diferenças significativas nas técnicas culinárias e nos hábitos de comer e beber do continente entre as regiões norte, leste, oeste, sul e central. Porém, em quase todas as culturas africanas, a culinária usa uma combinação de frutas disponíveis localmente, grãos, vegetais, leite e carne. Em algumas partes da África, a comida tradicional tem predominância de leite, coalhada e soro de leite. Entretanto, em boa parte da África tropical, o leite de vaca é raro. 


Vegetais na culinária africana

Vegetais ocupam um papel importante na culinária africana, sendo a principal fonte de vitaminas e fazendo parte de vários pratos constituídos de milho, mandioca, inhame e feijão. Esses vegetais também fornecem fonte secundária de proteínas. Em geral, folhas verdes e hastes jovens são coletadas, lavadas, cortadas e preparadas no vapor ou  fervidas em combinação com especiarias e outros vegetais como cebola e tomate. 
A maioria dos vegetais mais importantes na comida africana tem origem fora da África. Milho, feijão, mandioca e abóbora são originários das Américas e foram introduzidos na África pelos europeus no século 16. A maior parte do vegetais verdes africanos são resistentes à seca. A comida africana tradicional provê uma dieta variada geralmente rica em vitaminas e sais minerais, incluindo vitamina A, ferro e cálcio.

Comida afro-brasileira

Por volta do século 16 a alimentação cotidiana na África, que foi incorporada à comida brasileira pelos escravos, incluía arroz, feijão, sorgo, milho e cuscuz. A carne era predominantes de caça (antílopes, gazelas, búfalos e aves). Os alimentos eram preparados assados, tostados ou cozidos. Como tempero utilizava-se pimentas e óleos vegetais como o  azeite-de-dendê. 
A alimentação dos escravos nas propriedades ricas incluía canjica, feijão-preto, toucinho, carne-seca, laranjas, bananas, farinha de mandioca e o que conseguisse pescar e caçar; e nas pobres era de farinha, laranja e banana. Os temperos utilizados na comida eram o açafrão, o óleo de dendê e o leite de coco. O cuscuz já era conhecido na África antes da chegada dos portugueses ao Brasil, e tem origem no norte da África, entre os berberes. No Brasil, o cuscuz é consumido doce, feito com leite e leite de coco, a não ser o cuscuz paulista, consumido com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes. O leite de coco é usado para regar peixes, mariscos, arroz-de-coco, cuscuz, mungunzá e outras iguarias.